Bullying - " Café Didático" Com Kátia A.Mietti

Quando ouvimos o termo Bullying logo paramos para pensar: isso não deve acontecer aqui por perto. Engano, puro engano.


 O que é Bullying ?

 

 

            Quando ouvimos o termo Bullying logo paramos para pensar: isso não deve acontecer aqui por perto. Engano, puro engano.

 

            Atitudes sutis e que muitas vezes chegam a passar desapercebidas por famílias e escolas são mais constantes do que podemos esperar.

 

            O termo Bullying  é de origem inglesa e não apresenta uma tradução fiel ao português. Sendo assim, o termo compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

 

            Na tabela abaixo, procurei descrever algumas ações que podem caracterizar o Bullying:

 

 

Colocar apelidos

 

Ofender
Zoar
Gozar
Encarnar
Sacanear
Humilhar

 

Tiranizar

 

Quebrar pertences

 

Fazer sofrer

 

Discriminar
Excluir
Isolar
Ignorar
Intimidar
Perseguir
Assediar
Aterrorizar

 

Agredir
Bater
Chutar
Empurrar
Ferir
Roubar
Dominar

 

Amedrontar

 

 

O BULLYING é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola, não estando restrito a nenhum tipo específico de instituição. Pode-se afirmar que as escolas que não admitem a ocorrência de BULLYING entre seus alunos, ou desconhecem o problema, ou se negam a enfrentá-lo.

 

Seja qual for a atuação de cada aluno, algumas características podem ser destacadas, como relacionadas aos papéis que venham a representar:

 

- alvos- são os alunos que só sofrem BULLYING;

 

- alvos/autores - são os alunos que ora sofrem, ora praticam BULLYING;

 

- autores- são os alunos que só praticam BULLYING;
- testemunhas- são os alunos que não sofrem nem praticam Bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre.

 

Os autores são, comumente, indivíduos que têm pouca empatia ou empatia demasiada. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais exercem uma supervisão pobre sobre eles, toleram e oferecem como modelo para solucionar conflitos o comportamento agressivo ou explosivo. Admite-se que os que praticam o BULLYING têm grande probabilidade de se tornarem adultos com comportamentos anti-sociais e/ou violentos, podendo vir a adotar, inclusive, atitudes delinqüentes ou criminosas.

 

Os alvos são pessoas ou grupos que são prejudicados ou que sofrem as conseqüências dos comportamentos de outros e que não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos contra si. Um forte sentimento de insegurança os impede de solicitar ajuda. São pessoas que apresentam dificuldades em se adequarem ao grupo. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem ser merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos, são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos. Muitos passam a ter baixo desempenho escolar, resistem ou recusam-se a ir para a escola, chegando a simular doenças. Trocam de colégio com freqüência, ou abandonam os estudos. Há jovens que chegam a apresentar extrema depressão.

 

As testemunhas, representadas pela grande maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as "próximas vítimas". Apesar de não sofrerem as agressões diretamente, muitas delas podem se sentir incomodadas com o que vêem e inseguras sobre o que fazer. Algumas reagem negativamente diante da violação de seu direito a aprender em um ambiente seguro, solidário e sem temores. Tudo isso pode influenciar negativamente sobre sua capacidade de progredir acadêmica e socialmente.

 

            É minha gente... eu sei que ler tudo isso assusta. Mas estamos lidando com a matéria prima mais pura que existe: o ser humano.

 

            Diante de tantas situações, proponho que redobremos o olhar e a atenção sobre nossos filhos. Usemos de muito discernimento a respeito de nossas próprias atitudes, sabendo ouvir sem supervalorizar os fatos, ouvir, olhar e analisar sem superproteger e sem menosprezar. Buscar a “dose” certa.

 

            Nossos filhos são muito espertos. Sabem exatamente em que ponto podem nos sensibilizar. Então, pode acontecer de, uma fato corriqueiro, coisa de criança, virar motivo de muita conversa (olha a superproteção!). Ou pode também acontecer de algo mais grave passar desapercebido, é quando precisamos estar mais atentos.

 

            A Escola coloca-se sempre à disposição para ouvir, buscar soluções, atender ao aluno e à família, mas se o trabalho não for feito em verdadeira parceria, o resultado não aparecerá. É por isso que a Escola muitas vezes encaminha para atendimento especializado, orienta a família e o aluno.

 

            Se cada um fizer a sua parte, mostrando ao aluno / filho a realidade da situação, fazendo correções de posturas, a possibilidade de sucesso é muito maior. Mas é preciso que Família e Escola caminhem juntas, sejam parceiras.

 

            Espero que este “cafezinho” tenha efeito de reflexão. E que a cada mês possamos estreitar nossos laços.

 

 

            Um grande abraço,

 

                                   Kátia Alessandra Mietti

 

                                   Coordenação Pedagógica

 

                                   30/04/2010

 

Fonte de pesquisa:

 

ABRAPIA, Bullying.org, Brasil Escola

 

 




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